Aprenda a Vencer a Inflação nos seus Investimentos

Tempo de leitura: 10 minutos

Inflação, você sabe o que é ? Sabe como ela prejudica seus investimentos ?

Já houve épocas onde a Inflação era praticamente incontrolável.  Hoje em dia, apesar de ainda estar alta, nosso país possui artifícios para regulá-la, mas é importante compreendermos ONDE ela nos afeta. 

Neste artigo você irá compreender o que é a Inflação e como ela afeta negativamente seus investimentos e especialmente a vida econômica das pessoas.

Eu tenho dito várias vezes em minhas palestras e aulas que uma das características dos Investimentos Consistentes é a “blindagem” contra crises econômicas e especialmente contra a Inflação, pois percebemos que aparecem em conjunto muitas vezes, já que a inflação é uma característica de países com problemas econômicos.

Derrubando Mitos:

Mas vamos compreender primeiramente o que NÃO É a inflação, para podermos então, compreendermos o que ela representa ou como realmente se define. Inflação NÃO É, o aumento de preços. Aumento de preços é uma das CONSEQUÊNCIAS da inflação, porém não está diretamente associado ao conceito fundamental da palavra. Por exemplo, não é o fato do preço do tomate aumentar que podemos dizer que há inflação, pois aumentos de preços existem por diversos fatores. Este é um erro conceitual que mutas pessoas cometem e que precisamos tomar cuidado.

Podemos definir Inflação como uma “força econômica” que ocorre em algumas circunstâncias e provoca uma série de consequências, entre elas a DESVALORIZAÇÃO da moeda do país.

Exemplo: num país com inflação de 10% ao mês, um trabalhador compra cinco quilos de arroz num mês e paga R$ 10,00. No mês seguinte, para comprar a mesma quantidade de arroz, ele necessitará de R$ 11,00. Como o salário deste trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra vai diminuindo. Após um ano, o salário deste trabalhador perdeu 120% do valor de compra.

Inflação e o Poder de Compra
Inflação e o Poder de Compra

Ou seja, é o que faz nosso suado e tão desejado “dinheiro nosso de cada dia” valer menos. E o que causa a Inflação? No sentido geral, a Inflação é causada pelo mau gerenciamento do pilar econômico Receita-Lucro-Custo. 

Em outras palavras, quando se pensa em aplicar a receita, aumentar os lucros e/ou reduzir os custos pensa-se em causar a Inflação. Alguns exemplos simples de causas da Inflação são: Falta ou excesso de dinheiro no mercado;  Falta de produtos básicos (feijão, açúcar e etc.);  Aumento das taxas de juros;  Aumento salarial desproporcional à produção;  Investimentos públicos sem o retorno financeiro esperado;  Gastos militares com guerras, revoluções e etc.;  Dívida externa;  Aumento de impostos;  Crise econômica mundial ou nacional;  Entre outras. Como pudemos ver, existem muitas causas para que aja a Inflação, mas isso não é motivo para se “descabelar”, pois é assim que funciona a economia. De forma que NÃO É APENAS o aumento dos preços que a define.

A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária.

Portanto a observação dessas e outras causas pode nos ajudar a enfrentar tranquilamente a desvalorização do nosso dinheiro. Como? Vou exemplificar para que você entenda melhor.

1. Imaginemos uma indústria de petróleo onde os funcionários pedem um aumento salarial para manter suas famílias e a diretoria julga justa a solicitação e concede o reajuste.

2. Logo após isso a indústria necessita cobrir esse aumento de alguma forma e decide aumentar o preço de seus produtos.

3. Esse aumento ocasiona a necessidade de empregar mais dinheiro para comprar a mesma quantidade de antes desses produtos. E com isso outras empresas que se utilizam de petróleo ou seus derivados, como por exemplo, o combustível, sente a necessidade de elevar o preço dos seus produtos para compensar a despesa com combustíveis. E isso se torna um ciclo chamado Inflação.

Podemos citar ainda as seguintes causas da inflação:

– Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo, ou seja, o Governo do País emite mais moeda para a circulação interna. Aumentando o volume de moeda disponível.

– Demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país, por exemplo, em um evento internacional que dura um tempo considerável, como Copa do Mundo ou Olimpíadas, o volume de pessoas no país aumenta, consequentemente a demanda por alimentos. Se o país não estiver apto para responder a esta alta demanda, os preços irão subir devido a falta de alimentos que naturalmente ocorrerá.

– Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.

No Brasil, existem vários índices que medem a inflação. Os principais são: IGPM ou Índice Geral de Preços Médios (calculado pela Fundação Getúlio Vargas), IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor  (medido pela FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) e IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE).

Porque os preços sobem:

Observe atentamente o infográfico a seguir:

Inflação simplificada
Inflação simplificada

Derrubando o Poder de Compra:

Voltando ao ponto do “poder de compra” do cidadão de um país com Inflação, esta “regulação” não possui TODOS OS MOTIVOS divulgados. Eu tenho exemplificado em minhas palestras e artigos uma “razão oculta” dos governantes em propositalmente derrubar o poder de compra de sua população e incentivar o CRÉDITO para aquecer a economia do país, dando a FALSA sensação de empoderamento econômico.

Esse “jogo” é um tanto perigoso e faz com que o povo não saia realmente do estado de pobreza. A inflação corrói de forma imperceptível o valor que você recebe mensalmente no seu salário por exemplo, e faz com que sua capacidade de “pagar parcelas” também diminua imperceptivelmente. AÍ ESTÁ UM DOS MAIORES PERIGOS. Você hoje assume um financiamento com uma parcela de R$ 300,00 e acredita que esta “cabe” no seu bolso, ou seja, você consegue pagar tranquilamente, com o salário que ganha, porém desconsidera que em poucos meses, o “poder de compra” como foi apresentado aqui no artigo, irá acompanhar as taxas que regulam e atualizam o valor da parcela, ou ainda, se estas são fixas, já estão embutidas no valor do produto. Resultado: VOCÊ ACABA PAGANDO 3, 4, 5 vezes mais do que o produto realmente vale, e ACREDITANDO QUE ESTÁ COM PODER DE COMPRA AUMENTADO.

Essa é a maior mentira já contata ao povo brasileiro.

Como afeta seus Investimentos:

A Inflação mais uma vez afeta diretamente os investimentos que não “vencem” os índices regulatórios. Por exemplo a FAMOSA e tão DEFENDIDA pela mídia e instituições financeiras, CADERNETA DE POUPANÇA. A Caderneta de Poupança é sem dúvida alguma a modalidade de aplicação mais FALSA que incentivam o brasileiro hoje em dia.

Se a Caderneta de Poupança rende em média: 0,5% ao mês, o que dá EM MÉDIA, 6,17% ao ano. Se a Inflação real estiver a 10% ao ano, significa que o brasileiro está perdendo em média 4% em poder de compra, deixando o dinheiro parado na Caderneta de Poupança

Isso está fazendo você ficar MAIS POBRE.

Quais Investimentos são CONSISTENTES (vencem a Inflação):

A consistência está em “vencer” estes indicadores de Inflação e portanto blindar o investidor da “perda de poder de compra”, rendendo acima desta desvalorização, por exemplo:

Se a inflação, medida pelo IPCA, está em 10%, o Investidor Consistente deve buscar rendimentos acima disso, ou seja, IPCA + x%, onde estes x% seria o RENDIMENTO REAL deste investidor. No caso de Títulos Públicos, atrelados ao IPCA por exemplo, eles já informam qual seria o RENDIMENTO REAL ou juros reais aplicados ACIMA DO INDICADOR DE INFLAÇÃO, pois para haver consistência necessariamente precisamos SUPERAR este indicador.

Uma aplicação cujo índice de reajuste esteja atrelada ao indicador IPCA ou IGP por exemplo busca vencer a inflação e proporcionar um rendimento real ao investidor, trazendo CONSISTÊNCIA a esta aplicação e portanto protegendo o “poder de compra” deste investidor.

A mesma análise pode ser feita ao reajuste salarial do trabalhador. No caso brasileiro NORMALMENTE os reajustes salariais perdem para a inflação.

Exemplo de Investimentos Consistentes:

Títulos do Tesouro Nacional IPCA+ (juros reais) –> (modalidade em renda fixa)
Debêntures (que são Títulos de Empresas Privadas), IPCA+(juros reais) –> (modalidade em renda fixa)
Ações Defensivas e Fundos Imobiliários (modalidade em renda variável) <– vamos falar especificamente destes e do potencial superior de rendimentos.

Ações Defensivas e Fundos Imobiliários vencendo a inflação:

As Ações de Empresas, quando bem escolhidas, (a partir de critérios de consistência), garantem muito mais rendimento do que a Inflação. Isto porque as empresas consistentes buscam além de lucratividade, CRESCIMENTO a médio e longo prazo. Este é o fundamento de um negócio empresarial sustentável, que além de LUCRO esta empresa consiga CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL, ou seja, CRESCIMENTO ACIMA DA INFLAÇÃO. Obviamente não são todas as empresas que conseguem isso. Há várias que levam prejuízos em um determinado ano, e conseguem crescer em outro, ou seja, É VARIÁVEL este tipo de resultado. Saber escolher bem uma empresa, a partir de critérios, pode dar a este Investidor, a chance de um CRESCIMENTO exponencial, muito maior do que qualquer outro tipo de investimento de renda fixa vinculado ao IPCA por exemplo.

Fundos Imobiliários de empreendimentos consistentes, normalmente possuem contratos atípicos, vinculados ao IPCA, ou seja, já possuem seus reajustes blindados contra a inflação, e como são negociados livremente, da mesma forma que ações, quando temos uma boa administradora, este fundo continuará investindo e CRESCENDO, melhorando dia a dia os rendimentos de seus investidores.

Convido você a conhecer um Método desenvolvido e testado para você aprender a escolher bem Ações e Fundos Imobiliários com CONSISTÊNCIA que te permitirá um Patrimônio Resistente a Inflação e a crises econômicas.  O Método Viver de Ações clique para conhecer.

Este é um tema complexo. Inflação, não daria para eu te explicar TUDO em apenas um único artigo. Aqui eu reuni aspectos que considero importantes para todos compreenderem, porém, eu precisaria te dar um curso completo de Economia para você entender todas as influências e causas da Inflação na vida das pessoas de um país, inclusive sobre os aspectos internacionais que afetam este mesmo processo. Se você ficou com Dúvidas a respeito deste tema, deixe seu comentários abaixo. Irei pessoalmente responder a todos.

Um abraço e Sucesso.

Tiago Lacerda
tiago@aprendainvestimentos.com

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